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2 pesos e 2 medidas no Congresso Nacional

 

Porque o deputado Glauber Braga (PSOL) , ao citar o guerrilheiro Carlos Mariguela  na votação do impeachment da presidente Dilma, não gerou revolta e quando o deputado Jair Bolsonaro citou a memória e  o nome do Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra gerou protestos e polêmica?  Ambos cometeram crimes no passado. Mariguela era de um grupo armado chamado AÇÃO LIBERTADORA NACIONAL, que atuou contra o Regime militar , cometeu atentados terroristas, foi responsável pelo sequestro do embaixador norte-americano Charles Elbrick e assassinou pessoas inocentes. Já o Coronel Brilhante Ustra foi um notório torturador, segundo as vítimas do tempos de repressão  e aqueles que disseram ter sido torturados. A presidente Dilma Roussef, na época integrante do grupo armado Var-Palmares, confessou tempos atrás ter sido torturada pelo Brilhante Ustra. No entanto, os que dizem ter combatido o Regime Militar costumam ser bem visto  e ter boa praça; e os que defendem o Regime, são execrados em praça pública.

A resposta  para tal indagação está na narrativa que a Esquerda construiu após a  redemocratização. Muitos políticos de esquerda que no passado foram guerrilheiros da luta armada contaram a versão da história ao seu próprio sabor quando chegaram ao poder. Muitos, dentre os quais José Dirceu e José Genuíno, que tiveram treinamento em Cuba, tinham pretensões revolucionárias nos seus tempos de mocidade. Isso significa que se os movimentos ditos revolucionários tomassem o poder antes dos militares, poderiam instaurar uma ditadura comunista nos moldes cubanos. Era uma possibilidade eminente na época, dada as ligações que os movimentos brasileiros tinham com a URSS, Cuba e afins. Porém, no pleno Estado democrático de Direito , o discurso por eles proferido remete a valores que nunca foram perseguidos por muito militantes de esquerda. Afirmam em alto e bom som que lutaram contra a Ditadura militar para restabelecer a democracia e pelo resgate da liberdade civil.  E o discurso convenceu a muitos, principalmente a juventude universitária que não viveu os tempos do Regime Militar. Não por coincidência, as universidades brasileiras  ( principalmente as públicas) são quase que praticamente  dominadas por acadêmicos e intelectuais da geração do PT, que ajudaram a disseminar a versão oficial dita por eles.

Ainda que o Socialismo não tenha identificação de fato com a liberdade individual e com a democracia, o passado é contado de tal modo que os militares são vistos como vilões e os guerrilheiros da esquerda armada são vistos até hoje como  os mocinhos, os heróis. Pode ser uma simplificação grosseira do passado, mas é uma versão dos fatos que é sustentada nos currículos escolares e que ajuda a consolidar no imaginário popular uma versão única da história, o que explica em boa medida as diferenças de reação frente às declarações que ambos os deputados da Câmara proferiram no dia da votação do impeachment.

Artistas e intelectuais que foram perseguidos, torturados por militares e exilados do país tambem são um braço importante no campo da cultura para ajudar a reforçar a versão do passado que é mais conveniente aos partidos de esquerda. Com isso , não devemos pensar que as torturas e os assassinatos cometidos pelos militares sejam coisas que possam ser defendidas do ponto de vista moral, mas longe de acharmos que aqueles que no passado combateram o Regime Militar estiveram comprometidos com o restabelecimento da democracia. Até porque indivíduos imbuídos da mentalidade revolucionária são treinados para abrir mão e qualquer valor moral ou respeito pela vida humana em prol da realização das pretensões revolucionárias. E isso implica em mentir , esconder fatos, contar o passado que reforce um posicionamento político tomar o poder a qualquer custo.

Em entrevista ao jornalista Bruno Torturra, Eduardo Jorge ( PV) dissera que o movimento de esquerda do qual fazia parte perseguia a ditadura do proletariado

Não costumamos ver camisas estampadas com fotos dos presidentes militares mundo afora. Mas é muito comum ver camisetas que estampam fotos do guerrilheiro e assassino Che Guevarra . O deputado Jean Willis (PSOL) já pousou para a capa da revista Rolling Stone fantasiado de Che Guevarra. O mais engraçado e cômico de tudo isso é que o deputado se declara homossexual e militante da causa GLBT, e o revolucionário argentino odiava gays, negros e rockeiros. Isso mesmo.


Onde está a coerência da esquerda quando usa como ícone  uma
das figuras mais sanguinárias do século passado?

A figura de Che Guevarra estimula no imaginário dos jovens uma inspiração revolucionária em nome da igualdade, da liberdade e da tolerância, valores que o próprio Che jamais perseguira em vida. Mesmo assim, é um instrumento cultural que o coloca na história como um herói , da mesma forma que muitos militantes da esquerda armada, cuja boa parte cometeu crimes, assassinou pessoas inocentes ( vide o caso da explosão de uma bomba no Aeroporto dos Guararapes, em Recife).  O efeito da imagem é de que quem usa a camisa de Che Guevarra acha mesmo que luta por tais ideais

Enfim, a diferença entre os discursos do Glauber Braga e Jair Bolsonaro sobre as memórias do passado se deve à associação  que as figuras mencionadas do passado com a versão do passado que vingou.

 

obs: manual do guerrilheiro urbano , de Carlos Mariguela, para os curiosos.
file:///C:/Users/cesar/Downloads/Mini-Manual%20do%20Guerrilheiro%20Urb%20-%20Carlos%20Marighella.pdf

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A polêmica em torno de Marco Aurélio Mello

 

Nesta semana, o ministro do STF, Marco Aurélio Mello, determinou que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB) inciasse a instalação da comissão de Impeachment do vice-presidente Michel Temer, atendendo à solicitação do advogado Mariel Marley Marra, para encaminhar seu pedido para apreciação. O pedido do advogado é baseado no fato de que o vice cometeu os mesmos delitos da presidente Dilma na sua ausência, ao decretar despesas fora do orçamento, sem o aval do Congresso, o que implicou em desrespeito À lei de Responsabilidade Fiscal.  Marco Aurélio Mello entendeu que o presidente da Câmara cometeu desvio de função ao não apreciar  com isenção o pedido de impeachment contra Michel Temer , devendo apenar ter avaliado previamente a formalidade do pedido do advogado e analisar se houve embasamento legal, e não ter engavetado.

Parte da imprensa noticiou o fato como uma interferência do Supremo nos assuntos da Câmara, porém não é de agora que o ministro tem chateado alguns jornalistas. Ao ter se posicionado contra a publicidade das escutas entre Dilma e Lula , determinado pelo  Juiz Sergio Moro , fora acusado de ser ministro ”chapa-branca” ou ”vendido”. O jornalista José Neumanne Pinto  pôs em cheque a credibilidade da Suprema Corte ao não gostar da crítica que Marco Aurélio fez do Sergio Moro. Indignado, o jornalista no programa Roda Viva prestou uma seção de desabafo e revolta perante um ministro que analisa a aplicação das leis distante do alcance do anti-petismo.

tuite mello

O jornalista Felipe Moura Brasil é mais um daqueles que não  se contentou com o posicionamento e com  a lisura do ministro do STF por simplesmente não ir na direção da boiada

O ministro acatou o pedido de Marley , mas determinou que outra comissão seja instalada, enquanto que o pedido de impeachment de Dilma Rousseff corre a todo vapor.

A despeito das leis e suas interpretações sobre o limite de atuação entre os poderes da República, a bem da verdade é que uma parcela expressiva da população e setores da imprensa, ambos embebidos pelo anti-petismo, pressionam pela saída de Dilma sem levar em conta as condições reais para que sua queda seja consumada. Em um Estado democrático de Direito, a lei do ”vale-tudo” não pode imperar, as os mecanismos previamente garantidos em lei para remover a presidente deve seguir os trâmites legais.
Atacar uma autoridade em função de sua interpretação dos fatos só alimenta a divisão entre os que preservam a lei e a ordem daqueles que querem o PT fora do poder a qualquer custo. Não há nenhum indício de Marco Aurélio Mello jogar em favor dos petistas. Pelo contrário. No programa Roda Vida, elogiou a Lava- Jato, a Polícia Federal e demonstrou satisfação pelo fato de que as instituições estão funcionando.  Porém, não conseguiu agradar a todos. E nem deve.

A molecada do Movimento Brasil Livre, em busca de fama e notoriedade, protolocou um pedido de impeachment contra o ministro alegando que ele desrespeitou a autonomia do poder legislativo .Porém, a Justiça não funciona na base da aplicação da letra da lei. é preciso interpretá-la levando em conta os fatos. E é fato que Eduardo Cunha agiu com 2 pesos e 2 medidas em acatar pedido de Impeachment de Dilma e ter engavetado o pedido contra Michel Temer, ainda que ambos tenham a mesma base de acusação , que são as tais pedaladas fiscais. Segundo Mello, Eduardo Cunha jamais deveria engavetado sem antes ter colocado o pedido do advogado Mariel Marley sob apreciação da Casa, pois o ministro entendeu que Cunha acumulou uma atribuição que não é naturalmente sua, a de engavetar sem a análise dos outros parlamentares constituídos em comissão, como prevê a lei.

O cenário político é muito incerto, pois novos fatos ocorrem toda a semana, o que mexe com as expectativas dos agentes políticos  . Ter instituições  sirvam de contra-peso em relação as demais é necessário em um processo tão delicado que é o do impeachment. Mas ter a segurança de que ainda existem juízes no STF gera uma expectativa de que nem todos estão comprometidos com as paixões das ruas.

 

 

 

 

”liberais” que não abrem mão dos seus impostos

Segundo o fundador do Instituto Millenium, a pobreza está ”diminuindo” no Brasil.
Nada mais fora da realidade. 

A cada dia que se passa, alguns liberais decepcionam dada a incoerência entre os valores que dizem defender e o que realmente fazem em prol de seus interesses. Apregoam a defesa de um mercado sem regulações do Governo, com menos impostos sobre os negócios e  exortam as liberdades individuais dos homens. Mas quando conseguem privilégios dos Governos, como empréstimos no BNDES ou parcerias com empresas estatais, estes se esqueçam de que  recursos por eles utilizados nada mais são do que os impostos pagos por terceiros. É o caso do  empresário Helio Beltrão, dono da Ultra Gaz, que doou aproximadamente 5 milhões para a campanha da Dilma Rousseff,  mas aparentemente promove um modelo de gestão de governo que é o oposto do praticado pelo PT. Como em política o cão não morde a mão que o alimenta, empresários não fazem doações, mas investimentos em siglas , para poder receber em trocas favores em defesa de seus negócios. No setor de energia é necessário obter uma concessão pública para explorar os recursos naturais, como petróleo e gás natural. Porém, seus contatos com o Governo não são recentes.

Em 1999, o grupo ULTRA foi agraciado com um empréstimo de 1 bilhão de reais (veja no link abaixo). O que soa estranho é que Beltrão preside e financia uma instituição- O Mises Brasil- que promove um discurso anti-Estado e anti-Governo. Se diz contra a intervenção do Estado na economia e defende que todos os serviços públicos devem ser privatizados, sob a alegação de que quem utiliza saúde e educação está sendo sustentado por quem paga imposto ( como se pobre não pagasse nada), daí o Governo que presta serviço público estaria praticando ”injustiça social” por tirar dinheiro do bolso de quem  trabalha para quem não nada possui . Nada mais infame e irreal. Mas abrir mão do BNDES é algo que está fora de cogitação. Defende descaradamente redução de impostos, mas não larga os impostos dos outros. Helio Beltrão é sócio das empresas estatais Banco do Brasil, BNDES e Petrobrás na Braskem, empresa da qual detém 20% das ações, pois ser sócio de empresas estatais é sinônimo de risco zero e lucro 100% garantido.

INCOMODADO com as críticas
O libertário, que até ontem odiava o Estado, muda de opinião e cria outra ideologia para justificar a mudança de postura .

O posto Ipiranga é uma das empresas do Grupo Ultra

Doação do posto Ipiranga
O que faz um liberal doar 330.000 para uma presidente esquerdista? Pergunta no Posto Ipiranga!

 

   Como se não bastasse, seu colega de militância libertária, Filipe Rangel Celeti conseguiu autorização do Governo, via Lei Rouanet, para captar a generosa quantia estatal de 455.000 para publicar livros sobre liberalismo, ou seja, que critica a interferência do Estado na economia. Ele é dono da Bunker Editorial.
Ambos seguem o receituário da grande elite brasileira: perante às câmeras, o discurso inflamado a favor do povo; nos bastidores, consomem o dinheiro do povo, em uma relação de promiscuidade com quem está no poder.

Helio Beltrão, além de querer  o Estado apenas para si, é formado em engenharia na  Politécnica-USP, uma universidade pública. Brasil parece ser o país da piada pronta, pois o presidente do Instituto Mises Brasil, think Tank que difunde a tendência econômica mais radical do liberalismo, defende a privatização do ensino público.  Pode parecer piada, mas é exatamente esta a mentalidade da elite brasileira: pobre só serve para pagar impostos, pois se crescer na vida, não haverá disposição para aceitar um salário de fome.

Caro colega, quando alguns destes indivíduos falarem em redução de impostos, tenha a certeza de que eles estão defendendo , e unicamente, o dinheiro deles.
O Sr. Helio Beltrão espalha aos 4 cantos a eficiência do livre mercado ao mesmo tempo em que atua em um setor no qual não há concorrentes ( pois depende de uma concessão pública para distribuir gasolina no posto Ipiranga e explorar gás natural). Pelo contrário, é parceiro e sócio do Governo que ajudou a financiar.
E para continuar sem concorrentes, basta financiar quem está no poder. Será mesmo que ele deseja a queda da Dilma?
Links:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi0812200018.htm#
http://www1.folha.uol.com.br/…/1526258-liberais-libertarios…

 

Pessoas físicas e empresas que doaram dinheiro para a campanha da Dilma Rousseff em 2014.
http://inter01.tse.jus.br/spceweb.consulta.receitasdespesas2014/resumoReceitasByCandidato.action?sqCandidato=280000000083&sgUe=BR

Obama e as lágrimas de crocodilo

Como o presidente não pode dobrar o Poder Judiciário e nem o Congresso, sobrou apelar para a demagogia e teatralidade

O presidente americano, Barack Obama protagonizou uma cena digna de um Oscar, no pior sentido da expressão. No intuito de convencer a nação das restrições que ele pretende impor ao acesso às armas de fogo, Obama caiu em prantos, como se quisesse passar a impressão de ser alguem combalido com as mortes causadas por malucos que saem atirando ao ar livre. Como não conseguiu ser vitorioso na tentativa de controlar o comércio de armas propondo os decretos que foram derrubados na Câmara e no Senado e após ter perdido duas vezes na Suprema Corte,  restou a Obama a arte de interpretar , explorando  a dor e a esperança dos familiares das vítimas ao falar em nome de um bem supostamente superior ao tudo que existe para passar por cima da Segunda Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que concede ao cidadão o direito de portar armas para a sua defesa, de forma individual ou coletiva, por meio de milícias , em nome de um Estado livre e soberano.

A SEGUNDA EMENDA À CONSTITUIÇÃO
O presidente americano se esqueceu de consultar a Constituição de seu pais

Muito se falou sobre os prantos do presidente e pouco se pensou sobre as implicações da restrição ao porte de armas.  De acordo com o Obama,  qualquer cidadão que queira comprar uma arma precisa passar por avaliação psicológica para demonstrar aptidão; não pode ter antecedentes criminais e sinais de sociopatia. Quais seriam os critérios de identificação destes aspectos? Parte da sociedade americana passou a comprar mais armas em meio à possibilidade de que fosse mais difícil adquiri-las no futuro. A restrição que Obama pretende impor ao comércio de armas prevê o aumento de fiscalização nas lojas para garantir a eficiência do controle.

Em meio aos holofotes, Obama acusou a indústria armamentista de fazer LOBBY no Congresso devido às derrotas que sofreu por lá, mas a verdade é que a maioria do deputados e senadores são do Partido Republicano, e quase todos são contra impor restrições às armas. Para o cidadão norte americano, estar armado é sinônimo de liberdade e garantia de preservação pessoal

Toda e qualquer solução voltada para tirar as armas das mãos de psicopatas  para poupar vidas são muto  bem vindas, desde que tal solução não implique em sacrificar os direitos individuais, valores que são caros em um mundo no qual a liberdade parece estar sendo trocada por uma sensação de segurança, em nome do bem e da ordem.

 

Fim do Populismo de Esquerda?

Talvez Maurcio Macri seja o início de uma correção das veredas da Argentina

A América Latina está passando por ventos de mudança. Após um longo período de alta popularidade de líderes da esquerda, o ano de 2015 deu alguns sinais importantes, a começar pela eleição de Mauricio Macri na Argentina, que encerra  12 anos de populismo dos governos de Nestor e Cristina Kirshner que , após  terem experimentado uma conjuntura internacional que foi favorável aos países da região, agora tal modelo se mostra esgotado . Cristina Kirchner cometeu erros crassos. Adotou um modelo mais intervencionista e autoritário a ponto de nacionalizar uma empresa estrangeira e a proibir o mercado de dólares no país com o objetivo de maquiar os índices oficiais de inflação, prejudicando o comércio exterior e a importação de produtos que não estavam sendo produzidos no país, devido à instabilidade fiscal , que por sua vez foi causado por desarranjos da política econômica que foram adotadas em sua gestão. Macri sinaliza adotar medidas mais liberais na economia, abandonando o protecionismo , que inclusive prejudica os negócios brasileiros na Argentina. O populismo de Cristina Kirshner, como não poderia ser diferente, espantou empresas,investimentos de longo prazo e aumentou o desemprego e a pobreza no país. É o preço do populismo.

No mês de Dezembro, a oposição venezuelana derrotou a ala governista de Nicolas Maduro na Assembléia Nacional, conquistando 112 cadeiras em um total de 167. Esta é a maior derrota que o chavismo sofre desde 1998, quando Hugo Chavez foi eleito presidente e se manteve popular até sua morte, em 2013. Por mais que o atual presidente venezuelano resista em admitir que sua permanência no poder é uma questão de tempo, fato é que o grau de insatisfação do país se deve ao esgotamento de um modelo que não mais surte efeito em meio às mudanças das condições externas. O principal produto de exportação da Venezuela é 0 petróleo , que está cotado em 37,45 dólares em média, um cenário bem avesso aos tempos de Chavez, quando o preço do barriu atingia 100 dólares. E o resultado das eleições do Legislativo é apenas um reflexo da atual realidade.

força Venezuela
A VITÓRIA DA OPOSIÇÃO NA VENEZUELA É MAIS UM PRESSÁGIO QUE AMEAÇA VARRER O POPULISMO DA AMÉRICA LATINA.

Hugo Chavez, apesar de ter conquistado bons índices de desenvolvimento social, tinha ganância pelo poder. Não convivia com a liberdade de imprensa. Chegou a fechar o canal RCTV em 2008, alegando que a emissora escalava um ”movimento golpista” para acabar com os avanços sociais pelos quais o povo passara. Fez referendos para aumentar o tempo de permanência no poder, de 4 para 6 anos cada mandato, e para se reeleger quantas vezes quisesse, desrespeitando o rito democrático de alternância de poder . Porém, tudo isso foi possível devido à alta popularidade.  É comum em regimes populistas os presidentes esbanjarem gastos na área social para incentivar a fidelidade eleitoral das pessoas mais pobres, ainda que isso arruíne as contas públicas. Problemas resultantes do exagero nos gastos do Governo é problema de quem irá resolvê-los no futuro.  Quando Nicolas Maduro assumiu a presidência em 2013, após a morte de Hugo Chavez , derrotando o líder da oposição, Henrique Capriles, as conjunturas internacional e interna não eram as mesmas. A cotação do petróleo caiu, a popularidade herdada de Hugo Chavez não é mais a mesma e a fama de Maduro ser hostil ao mercado afujentou investidores, fazendo o dólar subir no país a ponto de fazer a inflação subir ainda mais,acompanhada da escassez de produtos básicos.  O modelo chavista mostra sinais de esgotamento.

As sucessivas derrotas que as esquerdas vem sofrendo na América do Sul põe em alerta outros líderes importantes, como o presidente da Bolívia, Ivo Morales ,e o presidente do Equador, Rafael Correa.  O mesmo pode se dizer no Brasil, no caso do PT, que embarcou no populismo quando o Presidente Lula tão logo se reelegeu, em 2006. Seu primeiro mandato- de 2003 a 2006- foi pautado no compromisso de dar continuidade ás reformas deixadas pelo antecessor, Fernando Henrique Cardoso. Da mesma forma que os outros presidentes sul-americanos, Lula chegou ao poder em 2003 com a maré a seu favor, em meio à valorização das commodities , câmbio barato, inflação controlada, ou seja, estavam reunidas todas as condições para o país voltar a ter um ciclo de prosperidade e o PT ter um Governo popular e reconhecido pelo eleitorado ao ter êxito em alguns  programas sociais que foram mantidos durante seu governo.  Mas quando  Dilma Rousseff chega ao poder em 2011,a coisa muda de figura. A situação não é mais a mesma, e a realidade demanda a adoção de um outro modelo econômico para que o país pudesse dar continuidade a generosas taxas de crescimento, de modo que a arrecadação de impostos pudesse dar sustentação aos programas sociais tão bem sucedidos na era Lula.

Atualmente, o quadro econômico é o oposto do que foi nos anos 2000: inflação a 10%,  dólar  3,75 reais, juros  SELIC a 14,25% , índice recorde desde a redemocratização, desemprego batendo a casa de 9%, corte dos programas sociais, aumento da dívida pública, os investidores estão mais receosos para investir em um cenário imprevisível. A esquerda tem dificuldade de entender a importância do equilíbrio nas contas públicas. Cada receita  deve estar associada a sua respectiva despesa, de modo que a conta feche no fim do ano. Se o Governo gasta mais do que arrecada, isso sinaliza que haverá aumentos de impostos para cobrir o rombo fiscal, deixando consumidores e investidores receosos em investir, pois seus ganhos serão menores em meio ao aumento de impostos nos anos vindouros. A falta de responsabilidade fiscal e de preocupação com o futuro é a melhor explicação da crise do Bolivarianismo na América Latina.

A imprensa alinhada com o desarmamento

Um dos debates mais engraçados e mais emocionantes que Bene Barbosa participou sobre portes de armas e os efeitos do desarmamento

Há alguns meses ,veículos de comunicação tem desferido ataques contra o projeto de lei 3722/12 do deputado Rogério Peninha Mendonça, que facilita a aquisição do porte de armas e o prolongamento da licença para tal. Os noticiários são baseados em informações cujas fontes são duvidosas ou tendenciosas. Rede Globo, as revistas Carta Capital ,Época e jornalistas de esquerda tem praticado uma cruzada contra o direito do cidadão adquirir armas de fogo. Os argumentos a favor do desarmamento civil se baseiam não apenas em sofrimentos antecipados em relação ao fácil acesso às armas de fogo, mas em dados estatísticos que suscitam dúvidas quanto à forma na qual são extraídas da realidade. Ong’s como o SOU DA PAZ abordam o tema do desarmamento sem ao menos dizer qual  método foi utilizado para tirar conclusões que sustentam a sua defesa pelo desarmamento.

Os argumentos mais recorrentes usados pelos desarmamentistas são a de que o Estado deve deter  o monopólio da violência e que os indivíduos são  ” incapazes” de portar uma arma para defesa, sob a hipótese de que as pessoas são estariam inclinadas às paixões humanas , e que a razão não imperaria nos momentos do fervor emocional, criando um ambiente propício à pratica do crime.

Porém, a hipocrisia reside no fato de que o mesmo discurso não é utilizado contra os bandidos, e estes não precisam de leis para possuírem armas. Fato é que o Estatuto do Desarmamento  ( LEI n° 10.826) apenas tirou a liberdade do cidadão ordeiro de se armar, não surtindo nenhum efeito contra os bandidos. E tal situação cria incentivos para que mais crimes aconteçam, pois se o bandido tem conhecimento de que qualquer indivíduo não tem meios de se defender no mesmo pé de igualdade, mais vulnerável fica toda a sociedade. Levando em conta a situação na qual o país se encontra, não faz o menor sentido defender o uso exclusivo das armas ao alcance da polícia ou apelar para estatísticas que se baseiam eu um recorte ínfimo da realidade. O Governo Lula utilizou o discurso de paz e a bandeira da ”não-violência” para justificar a lei do desarmamento,mas as mortes continuaram a ocorrer no país.

Apesar da campanha covarde da imprensa, o projeto de lei 3722 tem encontrado simpatia e ressonância de muitas pessoas e de outros políticos, como  os deputados Onyx Lorenzoni ( DEM)  e Jair Bolsonaro ( PP), que juntos com outros parlamentares compõem aquilo que a mesma imprensa chamou vulgarmente de ”bancada da bala” . À medida em que cresce o número de mortes oriundas de assaltos, latrocínios, invasões a residências e o aumento da sensação de insegurança na sociedade, as pessoas passam a questionar as reais intenções do Estatuto do Desarmamento

Como se não bastasse a imprensa noticiar mentiras a respeito das armas, o pastor da Assembléia de Deus, Silas Malafaia, publicou um vídeo nas redes sociais condenando o projeto de lei do Peninha Mendonça sob o hipótese de que os defensores da lei estariam recebendo dinheiro da indústria de armamentos . Além de ser um discurso infame e sorrateiro, é o mesmo utilizado por artistas e intelectuais de esquerda. O pastor, sem querer, fez o jogo do PT e da esquerda.

Silas Malafaia, defendendo o desarmamento civil com base em mentiras

 

O desarmamento aumentou o número de mortes e NÃO impediu que os criminosos tivessem acesso às armas de fogo, pois  a Lei não coíbe o contrabando de armas de fogo

     O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso  tambem publicou  um vídeo na internet condenando a PL 3722, alegando duas mentiras: a de que o acesso às armas permitem que os criminosos comentam crimes e que o simples porte aumenta o número de mortes.  Vale lembrar que foi ele quem iniciou a campanha do desarmamento nos anos 90 . E foi nesta época que a mentalidade desarmamentista começou a ser forjada, servindo de  estepe para o Estatuto do Desarmamento que viria no Governo do Lula.

Em meio às mobilizações de figuras de projeção nacional, a Revista Veja publica uma matéria de 2 páginas defendendo o desarmamento e atacando o projeto de lei 3722,  utilizando uma falsa relação entre a quantidade de armas nas mãos de pessoas e o número de homicídios.

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Kalleo Coura Veja 2

    A matéria sustenta  que o  aumento no número de assassinatos  se deve ao aumento da quantidade de armas disponível nas mãos dos cidadãos -o que o Estatuto previa-, mas para explicar o contraste no gráfico que mostra o aumento de mortes mesmo com a sociedade desarmada, a Veja alega que  impunidade e a baixa resolução dos crimes investigado pela polícia explica o aumento de vítimas. Tal relação é mentirosa, irreal e tem sido utilizada para esconder o fracasso do Estatuto do desarmamento.

   O último parágrafo do texto que 1% no número de armas nas mãos das pessoas acarreta um aumento de 2% nas mortes causadas pelas mesmas armas. A desonestidade da revista Veja reside no fato de que não fica claro em que mãos as armas seriam utilizadas para matar. Portanto, a pesquisa do IPEA é falaciosa e não tem nenhum respaldo nos fatos.

Há uma diferença enorme entre um cidadão  e um bandido estarem armados. O primeiro quer se proteger dos criminosos. O bandido quer roubar, matar e viver na impunidade. As pessoas ordeiras não recorrem ao tráfico para adquirir armas de fogo. Querem usufruir de seus direitos de acordo com a lei. E após o Estatuto do Desarmamento, apenas os criminosos e o Governo estão municiados. E o comércio legal de armas de fogo diminuiu 90% desde 2004, o que mostra que as armas usadas para matar vem dos bandidos, não das pessoas de bem.

O Estatuto do Desarmamento , criado pelo PT,  se baseia na mentira e não visa proteger as pessoas do crime, mas de coibir a possibilidade de uma sociedade armada com potencial de ser subversiva aos desmandos de quem governa o país. Todos os governos de esquerda implementam campanhas de desarmamento por questão ideológica e priorizam ampliar os meios de controle sobre as atividades sociais em qualquer aspecto. Mas antes de tudo, o Estatuto do Desarmamento é uma lei criminosa e atenta contra os mais sagrados direitos do homem:  a legítima defesa.

POPULISMO E FARRA FISCAL CUSTAM CARO


O transporte tambem é de responsabilidade do Governo do Estado ( PSDB).
Mas o Fernando Haddad, assim como  o Geraldo Alckmin, não tem cumprido o que
prometera em campanha

Não existe almoço grátis. Mas a esquerda entendeu que só o almoço custa dinheiro, e o restante dos bens produzidos são gratuitos. Mais um engano cometido. Falta à Prefeitura de São Paulo 144 milhões para completar a quantia gasta em subsídio do transporte público e as empresas de ônibus- por mais que não gostemos dela- não podem assumir sozinhas o custo do transporte, pois a oferta do serviço seria inviável ou a tarifa seria praticada a um valor superior ao atual, o que prejudicaria os assalariados e os usuários mais pobres. Porém, vale lembrar,  a atual gestão da cidade gastou dinheiro público em projetos que não são prioridade para as pessoas , como faixa de ciclovias (que custaram 80 milhões) e um plano de renúncia fiscal de 400 milhões para o  estádio do ITAQUERÃO .
O prefeito Fernando Haddad está pagando pelo populismo de dar ” passe -livre” ( que de livre não tem nada) aos estudantes, dando a entender que o transporte ”gratuito” seria uma medida sustentável no longo prazo. A prefeitura está com um déficit de 144 milhões para subsidiar a tarifa de ônibus até o fim do ano, ao mesmo tempo em que o Passe- Livre já agrega 500 mil beneficiários, ou seja, estudantes que utilizam o transporte sem pagar tarifa. Isso não significa que os estudantes sejam a causa do rombo fiscal no setor de transporte. Porém, em um contexto de inflação a 9% e aumento de combustível, a prioridade da prefeitura seria a de poupar recursos no intuito de manter o subsídio para manter a tarifa fixa, para em seguida pensar no que poderia ser feito para oferecer transporte aos estudantes. Mas não foi isso que foi feito.

Ano que vem tem eleições municipais e o atual prefeito fará de tudo para manter a taxa fixada em 3,50 reais, pois o déficit só seria coberto com poupança de recursos públicos, privatização do setor ou aumento de impostos. E das três opções, o PT tem mais ênfase em aumentar a carga tributária. Não existe fórmula mágica para resolver o problema causado por um Governo que gasta mais do que arrecada e se algo não for feito para evitar a falta de recursos para manter o subsídio das tarifas de ônibus, a tendência é a situação piorar.

Em outras palavras, se nenhum dos candidatos à prefeitura de São Paulo discutir seriamente o atual rombo das contas públicas e do risco de faltar subsídio para viabilizar o transporte municipal, não haverá outra alternativa a ser aplicada a não ser o aumento da tarifa de ônibus.

Whatssap na mira de um cartel

Amos Genish, presidente da VIVO, ataca o WHATSSAP utilizando
os discursos mais arcaicos possíveis

As empresas de telefonia celular que operam no Brasil- VIVO, OI , TIM E CLARO-  estão se sentindo acuadas e ameaçadas pelo whatssap devido à sua popularidade como um meio de comunicação mais barato. As tele- operadoras tem sentido queda das receitas pela redução na demanda pelos serviços de dados ( torpedos) e ligações. A razão disso é que o whatssap é uma rede social para celulares e o custo de utilização é simplesmente o que se paga para carregar o aparelho com créditos para acessar a internet. Basta acessar as ondas de wi-fi  e o usuário se comunica com seus contatos pessoais,o que equivale aos amigos adicionados no facebook, só que a um custo menor, se comparado com o custo de um torpedo cobrado pelas operadoras, que sai , em média , a 50 centavos o envio.

As operadoras, sob o pretexto de acusar o whatssap de concorrência desleal ou de  pratica de ”pirataria”, querem que o aplicativo se submeta à regulamentação da ANATEL . As empresas pagam 26 reais por linha autorizada, e o whatssap não tem custo ao ser associado às linhas dos clientes.  Ou seja, o aplicativo do facebook oferece um tipo de serviço mais barato do que as operadoras de telefonia celular, que estão investindo seus recursos para travar uma batalha judicial contra a utilização das mensagens de texto e de voz pelo whatssap. Segundo o presidente da VIVO, Amos Genish, o whatssap opera no país utilizando os números de celular que pertence às operadoras , que pagam pelo seu funcionamento . Só a VIVO paga 4 bilhões de FISTEL, imposto que incide sobre as linhas da empresa e sustenta a ANATEL, mas perde arrecadação quando seus clientes utilizam os serviços do aplicativo.

O WHATSSAP não é um problema, mas uma válvula de escape em relação às altas tarifas cobradas pelas operadoras
O WHATSSAP não é um problema, mas uma válvula de escape em relação às altas tarifas cobradas pelas operadoras

Outra questão que está preocupando as operadas é a queda de interesse nas ligações efetuadas pelos seus clientes   devido à utilização das ligações gratuitas fornecidas pelo whatssap, ainda que tais ligações não sejam estáveis ao longo da comunicação. Por outro lado, as ligações no Brasil estão entre as mais caras do mundo. E em um ambiente de regulação estatal onde imperam apenas 4 empresas de celular que não pensam na qualidade nos serviços que prestam a seus clientes, é natural que corram para um serviço mais barato na ausência de uma empresa que forneça o mesmo serviço com uma tarifa mais baixa. O WHATSSAP não é a causa do problema enfrentado pelas operadoras, mas uma válvula de escape em relação às altas tarifas pegas pelos consumidores,  que não tem outra opção melhor no mercado.

Cabe lembrar que o que prejudica as operadoras de telecomunicação não é um aplicativo que oferece um serviço mais barato, mas as amarras burocráticas do Governo que encarece o custo de operação das empresas e o fato de que qualquer empresa que gera sinais eletromagnéticos que trafegam no espaço precisam de concessão pública para operar, o que impede o setor de ser dinâmico uma vez que o Governo estipula condições para autorizar o uso de uma faixa de frequência para a geração dos sinais. A combinação da alta carga tributária com excesso de burocracia e ausência de livre mercado não traz outro resultado a não ser tarifas altas e serviços de péssima qualidade. As cláusulas de barreira impostas pelo Governo servem apenas para proteger as empresas  de potenciais concorrentes que poderiam oferecer o serviço com maior qualidade e menor tarifa, pois o aumento de provedores de um  determinado produto estimula a redução dos preços . No entanto, com um mercado fechado, cativo e refém do cartel das operadoras, a tendência é o consumidor substituir as formas tradicionais de comunicação pelas novas tecnologias, como Telegram, Skyp,Voip e o Já citado whatssap, que prometem serviços mais baratos . Brigar na Justiça contra essas novas modalidades de comunicação é remar contra o futuro.

O BURACO É MAIS EMBAIXO

Ciro Gomes, em debate com o economista Rodrigo Constantino, enfrenta os argumentos mais utilizados pelos 
liberais . O problema do Constantino não foi sua posição, mas a utlilização de um discurso não ancorado
nos fatos

Muitos ”liberais”, na tentativa de expor seus argumentos, caem em desgraça ao recorrerem a sofismas ou frases de efeito. Não são todos, mas alguns afirmam que o Governo não deveria prover serviços de saúde e educação por achar que tais serviços são custosos e que a grana que banca tais serviços vem do bolso dos que produzem algo . Aí nasce uma falsa premissa,pois fica implícita a idéia de que os que utilizam os serviços públicos não contribuem com nada. Isso não é verdade, pois os mais pobres pagam impostos. Muitas vezes, até mais impostos do que as outras classes, se consideramos a proporção da carga tributária na renda da classe C.

   O que rapazeada se esquece é que o maior gasto do Governo- e a mídia não faz questão de lembrar disso- é com a dívida pública ( interna e externa) , dívida esta causada e acumulada tanto pelo atual Governo quanto pelos que o antecedeu. Razão da dívida? Os Governos, ao gastarem mais do que arrecadam, repassam o rombo fiscal para as próximas administrações e gerações. E a forma para reduzí-la não é fechar um hospital ou privatizar uma universidade. O saneamento das despesas do Estado começa pelo fato de reconhecer que este não pode gastar mais do que arrecada, que antes de estatizar parte da economia de mercado, o Estado pode dar prejuízo por má administração e correr o risco de repassá-lo ( como de costume) para a sociedade por meio de aumento de impostos. E quem mais sofre com impostos sempre são os mais pobres.

   Portanto, cortar uma provisão de serviços que auxilia milhões de pessoas não gera nenhuma externalidade positiva. Pelo contrario: se os mais pobres pagam mais impostos, não sobraria nem dinheiro para contratar, por exemplo, um plano de saúde. E sem serviço público, o sofrimento social só iria aumentar. E quando uma pessoa contrata um serviço privado de saúde, está pagando 2 impostos: um para o serviço que contratou, e outro para o Governo, do qual não está usufruindo. Nada mais injusto. 

Muitos intelectuais que se colocam na posição de direita, ou liberal, prestam um enorme desserviço ao debate público ao afirmarem que o remédio para o saneamento das contas públicas passa por reduzir gasto nos serviços essenciais, como saúde e educação, e ignoram o tamanho da despesa que o Governo tem que arcar com a dívida publica, que consome 45% o orçamento federal.  A remuneração dos títulos da dívida, comprado por pessoas físicas e jurídicas- dente as quais Itaú e Bradesco-  tambem entra no cálculo da despesa da dívida pública. Dizer que o Bolsa família -que representa 0,5% do PIB-, um hospital e uma universidade pública é sinônimo de descontrole fiscal é não reconhecer que o Estado deve priorizar gastos e cortar despesas supérfulas é muita falta de honestidade intelectual.

Orcamento-2014-executado
Quando o Governo gasta mais do que arrecada, é inevitável o aumento de impostos para cobrir a farra fiscal. E se não tiver nenhum contra-peso institucional que evite políticos de abusarem da indolência e da irresponsabilidade fiscal, seremos escravos compulsórios daqueles que detém o poder.


Em 2014, o Governo federal gastou 978 BILHÕES ( nossos impostos) para amortizar a dívida pública, que está em 2,44 TRILHÕES de reais. O Governo tem que diminuir as despesas, e privatizar alguns setores trariam ganhos de produtividade e arredação. Mas não são os serviços públicos essenciais que são o principal obstáculo do crescimento do país. Posições de intelectuais que atacam o bolsa – família, alegando que o benefício estimula a falta de iniciativa pessoal, servem para mascarar a realidade . E tais ataques servem aos interesses de quem ganha muito dinheiro com a dívida pública, que são os credores, remunerados anualmente pela taxa selic,que está em 14,25%. O aumento da SELIC aumenta a dívida pública e faz a festa dos que detém seus títulos. Portanto, quem ataca os serviços públicos mira no alvo errado.

Como funcionam os aparelhos intelectuais do Estado

   No quinto Congresso do PT, Emir Sader critica um modelo que nunca existiu no Brasil: o neoliberalismo.
E defende a hegemonia dos valores do Socialismo, que tambem não existe e não funciona na prática

Um grupo ou partido que almeja chegar ao poder , para se preservar no poder, cria 2 tipos de discurso: um para as massas, mais focado na emoção e nas necessidades sociais dos desvalidos; e o outro, mais técnico, ideológico, fundamentado em valores que refletem as pretensões dos líderes políticos, é voltado para a militância, que integra um grupo mais reduzido, o que facilita seu controle e sua organização .

Entre o líder e as massas, existem os aparelhos intelectuais, que nada mais são do que propagandistas da ideologia que dissemina os valores que mais se adequam ao projeto de poder de quem pretende se preservar no Governo. Se os pobres estão passando fome ou carência material, o Governo diz que os pobres precisam de assistência, e eles não podem recorrer a mais ninguem a não ser ao Governo, nem que para isso este aumente os impostos (tirado do bolso dos pobres) . Neste caso, cabe aos aparelhos intelectuais cumprir o papel de criar uma narrativa que fomente no povo mais pobre a crença de que sua única alternativa é defender o Estado e que o Governo sempre estará do seu lado. E se o partido no poder fizer algo errado, seus atos são justificados pela intenção de atender às demandas populares, pois se o Governo tomou para si o monopólio da noção do bem público, sobra para o partido da oposição a alternativa de ser o defensor dos mais ricos. Isso ajuda a explicar porque o PT ganhou 4 eleições contra o PSDB, que não costuma reagir a tais críticas. Para o povo, quem cala, consente.

Quando Sader diz que a ''Direita'' deve ser derrotada ou sumir, isso já mostra o quanto ele odeia a democracia
Quando Sader diz que a ”Direita” deve ser derrotada ou sumir, isso já mostra o quanto ele odeia a democracia

O discurso ideológico criado pelos aparelhos intelectuais do Estado, voltado para fomentar ódio entre as classes, ganha peso e fôlego ( e voto) na medida em que a miséria social se alastra e as diferenças de renda e de classe se acentuam de tal modo que a população se torna mais sensível e permeável ao discurso populista. Quando o preço da cesta básica aumenta e falta emprego para o trabalhador, parece não restar outra opção a não ser aceitar os benefícios sociais do Governo. O que o povo tem dificuldade para entender é que o cenário de miséria social e de recessão econômica visa justamente atender os interesses de quem está no poder, pois quem recebe benefício do Governo, fica mais incentivado a votar em quem oferece o benefício a ter de votar no partido que poderia incentivar o bom funcionamento da economia de mercado, que gera emprego e renda. Porém, na falta de uma oposição que se venda como alternativa de poder, os mais desvalidos tendem a votar em quem, pelo menos, oferece concessões no intuito de aliviar o sofrimento.

A manutenção da pobreza por meio do Estado é uma condição essencial para o partido, que está no poder, estender o controle sobre os desvalidos, visando a formação de um curral eleitoral permanente, sem mobilidade social. E isso não é uma característica do PT ou do PSDB. Qualquer partido que vislumbre um projeto para se preservar no poder faria algo parecido. E quando os intelectuais são convidados para dar um respaldo às iniciativas de um determinado Governo, eles criam uma ideologia voltada para justificar o poder e a ordem vigentes .

No quinto Congresso do PT, realizado em Maio, ficou claro quais são os valores do partido dos trabalhadores: o fomento a toda e qualquer iniciativa que propicie o avanço do Estado sobre a economia privada, a hegemonia daquilo que o partido entende como o bem público e o alastramento da  mentalidade anti-capitalista . O colunista da Carta Capital, Emir Sader, sabe muito bem disso, pois além de ter citado a Receita totalitária de Antonio Gramsci, alegou não estar satisfeito com os outros valores que concorrem , na sociedade, com o Socialismo. Se o cidadão é independente, ganha o seu salário ou tem o seu próprio negócio ,dentro de uma conjuntura econômica favorável ao crescimento da renda e do emprego, o cidadão não vai querer saber do Estado ou ir atrás do Bolsa- Família ,o que dificulta o trabalho dos intelectuais que se encarregam de disseminar a mentalidade anti-capitalista. As pessoas quando ascendem na escala social, não querem saber de socialismo. Querem melhorar de vida, principalmente uma parcela expressiva da pobreza que não sabia o que era ter carro, fazer 3 refeições ao dia ou frequentar uma universidade. Para o Emir Sader, a busca dos indivíduos por uma vida melhor e uma provisão material mais digna reflete o individualismo, um valor que se saiu vitorioso na batalha ideológica e que está inserido no cotidiano das pessoas.

Não satisfeito com a falta de hegemonia cultural do Socialismo na sociedade, o sociólogo atribui à espectativa dos mais pobres pela ambição de melhorar de vida um valor ”neoliberal”: a busca individual pelos próprios interesses. Aliás, coisa que todomundo faz quando o estômago começa a roncar. Até os esquerdistas. Mas para o Sader, que sempre viveu pendurado no Estado, liberdade individual e autonomia soam como heresias.

Confundir para desviar a atenção da  crise, que é criada pelo próprio Governo
Confundir para desviar a atenção da crise, que é criada pelo próprio Governo. Outra tática muito recorrente

É muito comum os intelectuais de Estado usar como tática criar inimigos externos que supostamente ameaçam o projeto de quem eles representam. Para militantes como o Emir Sader, o PSDB seria um partido de direita, neoliberal e que está do lado das elites. Os tucanos não são nenhuma coisa e nem outra. E quanto a ser a favor das elites, o professor de esqueceu de que o PT é o mais aliado ao grande capital dos setores financeiro, agrário e da construção civil. Não por acaso, os maiores financiadores de campanha. Nestes aspectos, PT e PSDB são parecidos. Mas a narrativa por ele utilizada visa distorcer conceitos e desviar a atenção das pessoas das reais causas dos atuais problemas do país.

Enfim, a conclusão é que pobre, para o PT, só serve para dar voto.Crescer na iniciativa privada? Nem pensar! Se depender de Emir Sader,o Brasil continuará na recessão, com juros alto e inflação descontrolada, que são efeitos de medidas tomadas pelo atual Governo que, alem de desastroso e gastador , se inspira no mesmo modelo de Governo do sociólogo da Unicamp. A bem da verdade é que os impostos que custeiam os benefícios sociais- que contribuem para os mais pobres- são coletados pela produtividade econômica. Ou seja, criar dificuldades ao setor privado implica em dificultar a vida dos mais pobres, pois  o Governo não produz nenhuma riqueza. E quando este aumenta os impostos, os mais pobres são sempre os mais prejudicados.