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A imprensa alinhada com o desarmamento

Um dos debates mais engraçados e mais emocionantes que Bene Barbosa participou sobre portes de armas e os efeitos do desarmamento

Há alguns meses ,veículos de comunicação tem desferido ataques contra o projeto de lei 3722/12 do deputado Rogério Peninha Mendonça, que facilita a aquisição do porte de armas e o prolongamento da licença para tal. Os noticiários são baseados em informações cujas fontes são duvidosas ou tendenciosas. Rede Globo, as revistas Carta Capital ,Época e jornalistas de esquerda tem praticado uma cruzada contra o direito do cidadão adquirir armas de fogo. Os argumentos a favor do desarmamento civil se baseiam não apenas em sofrimentos antecipados em relação ao fácil acesso às armas de fogo, mas em dados estatísticos que suscitam dúvidas quanto à forma na qual são extraídas da realidade. Ong’s como o SOU DA PAZ abordam o tema do desarmamento sem ao menos dizer qual  método foi utilizado para tirar conclusões que sustentam a sua defesa pelo desarmamento.

Os argumentos mais recorrentes usados pelos desarmamentistas são a de que o Estado deve deter  o monopólio da violência e que os indivíduos são  ” incapazes” de portar uma arma para defesa, sob a hipótese de que as pessoas são estariam inclinadas às paixões humanas , e que a razão não imperaria nos momentos do fervor emocional, criando um ambiente propício à pratica do crime.

Porém, a hipocrisia reside no fato de que o mesmo discurso não é utilizado contra os bandidos, e estes não precisam de leis para possuírem armas. Fato é que o Estatuto do Desarmamento  ( LEI n° 10.826) apenas tirou a liberdade do cidadão ordeiro de se armar, não surtindo nenhum efeito contra os bandidos. E tal situação cria incentivos para que mais crimes aconteçam, pois se o bandido tem conhecimento de que qualquer indivíduo não tem meios de se defender no mesmo pé de igualdade, mais vulnerável fica toda a sociedade. Levando em conta a situação na qual o país se encontra, não faz o menor sentido defender o uso exclusivo das armas ao alcance da polícia ou apelar para estatísticas que se baseiam eu um recorte ínfimo da realidade. O Governo Lula utilizou o discurso de paz e a bandeira da ”não-violência” para justificar a lei do desarmamento,mas as mortes continuaram a ocorrer no país.

Apesar da campanha covarde da imprensa, o projeto de lei 3722 tem encontrado simpatia e ressonância de muitas pessoas e de outros políticos, como  os deputados Onyx Lorenzoni ( DEM)  e Jair Bolsonaro ( PP), que juntos com outros parlamentares compõem aquilo que a mesma imprensa chamou vulgarmente de ”bancada da bala” . À medida em que cresce o número de mortes oriundas de assaltos, latrocínios, invasões a residências e o aumento da sensação de insegurança na sociedade, as pessoas passam a questionar as reais intenções do Estatuto do Desarmamento

Como se não bastasse a imprensa noticiar mentiras a respeito das armas, o pastor da Assembléia de Deus, Silas Malafaia, publicou um vídeo nas redes sociais condenando o projeto de lei do Peninha Mendonça sob o hipótese de que os defensores da lei estariam recebendo dinheiro da indústria de armamentos . Além de ser um discurso infame e sorrateiro, é o mesmo utilizado por artistas e intelectuais de esquerda. O pastor, sem querer, fez o jogo do PT e da esquerda.

Silas Malafaia, defendendo o desarmamento civil com base em mentiras

 

O desarmamento aumentou o número de mortes e NÃO impediu que os criminosos tivessem acesso às armas de fogo, pois  a Lei não coíbe o contrabando de armas de fogo

     O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso  tambem publicou  um vídeo na internet condenando a PL 3722, alegando duas mentiras: a de que o acesso às armas permitem que os criminosos comentam crimes e que o simples porte aumenta o número de mortes.  Vale lembrar que foi ele quem iniciou a campanha do desarmamento nos anos 90 . E foi nesta época que a mentalidade desarmamentista começou a ser forjada, servindo de  estepe para o Estatuto do Desarmamento que viria no Governo do Lula.

Em meio às mobilizações de figuras de projeção nacional, a Revista Veja publica uma matéria de 2 páginas defendendo o desarmamento e atacando o projeto de lei 3722,  utilizando uma falsa relação entre a quantidade de armas nas mãos de pessoas e o número de homicídios.

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Kalleo Coura Veja 2

    A matéria sustenta  que o  aumento no número de assassinatos  se deve ao aumento da quantidade de armas disponível nas mãos dos cidadãos -o que o Estatuto previa-, mas para explicar o contraste no gráfico que mostra o aumento de mortes mesmo com a sociedade desarmada, a Veja alega que  impunidade e a baixa resolução dos crimes investigado pela polícia explica o aumento de vítimas. Tal relação é mentirosa, irreal e tem sido utilizada para esconder o fracasso do Estatuto do desarmamento.

   O último parágrafo do texto que 1% no número de armas nas mãos das pessoas acarreta um aumento de 2% nas mortes causadas pelas mesmas armas. A desonestidade da revista Veja reside no fato de que não fica claro em que mãos as armas seriam utilizadas para matar. Portanto, a pesquisa do IPEA é falaciosa e não tem nenhum respaldo nos fatos.

Há uma diferença enorme entre um cidadão  e um bandido estarem armados. O primeiro quer se proteger dos criminosos. O bandido quer roubar, matar e viver na impunidade. As pessoas ordeiras não recorrem ao tráfico para adquirir armas de fogo. Querem usufruir de seus direitos de acordo com a lei. E após o Estatuto do Desarmamento, apenas os criminosos e o Governo estão municiados. E o comércio legal de armas de fogo diminuiu 90% desde 2004, o que mostra que as armas usadas para matar vem dos bandidos, não das pessoas de bem.

O Estatuto do Desarmamento , criado pelo PT,  se baseia na mentira e não visa proteger as pessoas do crime, mas de coibir a possibilidade de uma sociedade armada com potencial de ser subversiva aos desmandos de quem governa o país. Todos os governos de esquerda implementam campanhas de desarmamento por questão ideológica e priorizam ampliar os meios de controle sobre as atividades sociais em qualquer aspecto. Mas antes de tudo, o Estatuto do Desarmamento é uma lei criminosa e atenta contra os mais sagrados direitos do homem:  a legítima defesa.