O complô das operadoras de telefonia contra o consumidor

limite de internet
As operadoras de telefonia querem fornecer o serviço de internet sob a forma de pacote limitado em banda larga fixa, reduzindo o tempo de utilização na rede, sob o risco de o consumidor ter o acesso cortado caso atinja o limite da franquia
    A economia brasileira é cheia de vícios  que atentam contra a livre iniciativa e a concorrência saudável entre os agentes que ofertam os produtos e serviços essenciais à demanda, seja porque existem poucas empresas em vários segmentos do mercado ou pelo fato de o Estado criar cláusulas de barreira  à entrada de novos concorrentes em um determinado setor. É o caso das operadoras de telecomunicação, que são autorizadas a fornecer o serviço mediante uma concessão pública, fato que beneficia as 4 operadores que atuam no mercado,OI, VIVO, TIM e CLARO  e deixa de fora outras empresas que gostariam de competir com as existentes na possibilidade de oferecer o mesmo serviço por um preço menor. As 4 operadoras- e não é de agora- são acusadas de fazerem LOBBY na ANATEL para impedir o surgimento de novos concorrentes no setor ou de criarem regras a seu favor, aumentando a sua lucratividade.

    Recentemente, as operadoras de celular estão revoltadas com o whatssap porque o aplicativo de mensagens derrubou as suas receitas vindas do pacote de dados, pois falando pelo whatssap a comunicação fica mais barata, enquanto que uma simples mensagem custa, em média, 0,50 centavos. Muito caro se comparado com os preços praticados em outros países. Após serem derrotadas na Justiça na luta contra o aplicativo, chegaram à conclusão de que  ao interromperem seu acesso, os clientes perderiam o interesse nos celulares modernos, fazendo as vendas dos aparelhos despencarem. O whatssap, diferente do que as empresas dominantes no setor pensam, não é resultado de complô ou ”pirataria”. Nada mais é do que um meio mais barato que alguem desenvolveu para satisfazer as necessidades dos consumidores.

Agora o cartel das tele-operadoras levantaram outra polêmica: para tentar compensar as perdas dos lucros devido à diminuição da demanda por serviços de dados, as operadoras de telefonia celular, com o respaldo da ANATEL, querem reduzir  o limite de acesso à internet em forma de  pacote contratado, o que significa que se o consumidor atingir o limite da franquia, o sinal de internet poderá ser cortado, o que é considerado ilegal pelo código de defesa do consumidor e pelo Marco Civil da Internet. As operadoras querem vender o acesso de internet como se vendessem serviço de mensagem, no qual o preço das mensagens é proporcional à quantidade de caracteres digitados.

     Segundo um estudo feito pelo jornal Folha de São Paulo, um filme visto pela NETFLIX consome cerca de 3 GB em HD , enquanto que os planos da VIVO abrangem  quantidades entre 10GB e 130GB. Os clientes que utilizam wifi caseiro perderiam muito.E no modelo de fornecimento que as operadoras querem impor, reduzirá muito o acesso à internet.

      A desculpa para a mudança no fornecimento do serviço se deve a ”questões técnicas”, mas na verdade,  se qualquer usuário usar continuamente a internet ao longo do dia útil a tendência é que os clientes paguem mais pelo acesso por minuto. Ou seja, as operadoras, por meio de uma regulação estatal, querem fornecer o mesmo serviço por um preço mais caro, forçando os clientes a trocarem o pacote atual por outro com velocidade de conexão mais rápida, porém, mais cara.

    O cartel composto por OI,VIVO,TIM E CLARO não tem a menor preocupação de oferecer um serviço melhor e mais barato, não reconhece as vantagens da inovação, porém fazem o que estiver ao seu alcance, sob o amparo da ANATEL,  para viver às custas do mercado cativo que não tem a oportunidade de escolher uma empresa que atenda às suas necessidades. Só o livre mercado poderá diminuir o poder do cartel das operadoras, pois quando existem várias empresas em um mesmo segmento, dificilmente alguem poderá determinar  o preço que será cobrado pelo serviço prestado.
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