A burocracia e o lobby contra a ciência

Seus 20 anos de pesquisa na cura do câncer pode correr o risco de não se concretizar, devido á interferência de autoridades sem a menor competência para reconhecer o valor de sua obra.
Seus 20 anos de pesquisa na cura do câncer pode correr o risco de não se concretizar, devido á interferência de autoridades sem a menor competência para reconhecer o valor de sua obra.

A FOSFOETANOLAMINA, substância que combate células cancerígenas, tem um custo de 0,10 centavos por cápsula, mas teve a sua produção sintética impedida pela Justiça pois o juíz que a proibiu, José Renato Nalini, presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, entendeu que a sustância não tem um conjunto de resultados eficazes que justifiquem a autorização da liberação para uso médico. A droga era distribuída gratuitamente pela USP de São Carlos.Porém, isso não faz o menor sentido se entendermos que o juíz NÃO tem competência para avaliar a eficácia de um remédio cujo teste em pessoas era verificado desde os anos 90, tempo suficiente para confirmar sua validação . E os critérios de validação de uma determinada droga não podem ser arbitrários, mas baseados em um amplo número de testes verificados em diversas pessoas , ao longo do intervalo de tempo no qual os resultados foram analisados, confirmando os fundamentos científicos relacionados ao mecanismo de funcionamento  da droga na pessoa.

Além disso, o estudo da Fosfoetanolamina esteve sob a supervisão e pesquisa do professor da USP, Gilberto Orivaldo Chierice. A substância é produzida pelo organismo humano, mas nem sempre na quantidade suficiente para atacar as células cancerígenas.  Sua função é ”marcar” as células ruins para que estas possam ser eliminadas pelo sistema imunológico de quem ingerir a droga.

Outro obstáculo para a utilização da cápsula em larga escala é que a sustância não tem ( reparem) registro na ANVISA, entidade que ficaria encarregada de autorizar a comercialização e produção da cápsula. O órgão regulador afirma que precisaria de um estudo amplo de ”resultados técnicos” para autorizar a venda do produto. E para piorar, a tal ” comunidade científica” ( que de científica não tem nada) não reconhece o trabalho árduo de um professor que dedicou seus últimos anos na universidade em prol de uma causa nobre e humanitária. Infelizmente, é muito comum professores terem inveja de quem produz algo de útil nas universidades. E para evitar a notoriedade dos verdadeiros talentos, os invejosos e saqueadores se articulam para boicotar quem tem potencial de se destacar dos demais.
Moral da história: o excesso de interferência do Estado e das instituições públicas na vida de pessoas talentosas e criativas não gera nenhum incentivo para que haja desenvolvimento e produção científica. A liberdade é e sempre será uma condição essencial para que uma nação se desenvolva. Os indivíduos devem ser destacados, não governantes.

O Instituto e Química de São Carlos emitiu em 2014 uma portaria que proíbe a  distribuição da droga para as pessoas que estavam sob tratamento do câncer. A cápsula era gratuita e os antigos usuários entraram na Justiça para reverter a decisão judicial no intuito de manter a continuidade do tratamento baseado na droga, porém, não obtiveram êxito. O professor Gilberto Orivaldo recorreu à ANVISA diversas vezes para adquirir autorização , mas não teve o retorno da agência.

Historicamente falando, quando ocorre o surgimento da solução para um problema de grande relevância social  econômica, o autor responsável pela sua elaboração pode atrair os holofotes da fama ou a fúria de determinados empresários ou cartéis que podem ver seus interesses ameaçados mediante a comercialização de um produto que promete erradicar alguma doença que serve de renda para quem visa a sua manutenção.  Para a indústria dos coquetéis de AIDS, por exemplo, é mais lucrativo vender um produto que minimize os efeitos da doença , fazendo com que o indivíduo seja um dependente perpétuo, do que produzir a cura definitiva. Provavelmente a indústria do Câncer não tenha o menor interesse no trabalho do professor e está lançando meios, inclusive da criação de novas leis visando ferir a livre iniciativa de indivíduos com interesses distintos dos seus.

http://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/noticia/2015/08/pesquisador-acredita-que-substancia-desenvolvida-na-usp-cura-o-cancer.html

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2 comentários em “A burocracia e o lobby contra a ciência”

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