FALEMOS DE IMPOSTOS

  • Daniel Fraga faz a cobertura de uma manifestação promovida pelo partido Libertários, que defende livre mercado, menos Estado e liberdades individuais. Neste protesto, o grupo propõe, ao contrário dos comunistas do Passe Livre ( que em nada tem de livre), mercado livre de transportes sem a interferência do poder público.

Pagamos por ano 1 trilhão e 700 bilhões de reais em impotos. Isso representa algo próximo de 40% do PIB. Desta quantia, 70% vai pra Brasília, cidade empesteada de políticos com altos salários e privilégios. Brasília se tornou um exemplo de cidade que vive às custas de quem trabalha e produz riqueza.É um antro de parasitas. E a surpresa:  aproximadamente 45% do que vai para o governo federal vem do Estado de São Paulo! Isso mesmo, caro leitor. O Estado é conhecido como a mola propulsora da geração de riqueza , mas ao mesmo tempo carrega nas costas   uma classe de burocratas vagabundos que vivem elaborando cada vez mais idéias sobre como podem se perpetuar no poder enfiando a mão no bolso de quem ganha a vida de forma honesta. Justamente a cidade onde milhões de trabalhadores, profissionais liberais e empresários acordam cedo em busca de seus interesses são os mais penalizados, ao invés de receberem incentivos por consumirem , fazer a cadeia produtiva funcionar e distribuir renda.

E porque faço esse apelo? Por entender que os indivíduos que prosperam pela capacidade e exploração de seus talentos devem ter todos os incentivos necessários para perseguir seus interesses e usufruir do resultado de suas habilidades,, ao mesmo tempo em que os trabalhadores são dignos de usufruirem do todo o produto de seu trabalho. Ao contrário de agentes estatais, que ganham dinheiro não pelo trabalho ou pelas relações voluntárias, mas pelo uso da violência e da coerção. O discurso para justificar a cobrança de altos impostos é sempre a mesma: cabe ao Estado cuidar das vidas das pessoas, tratando-as como incapazes de tomar decisões que guiem o curso de suas respectivas vidas. O grande erro deste raciocínio é enxergar a sociedade como um grupo de pessoas com necessidades iguais, aspirações iguais e que não poderiam cuidar de seus interesses pessoais sem o Estado. Porém, não é necessariamente qual     seria o melhor meio de prover os recursos e serviços que atenderiam as necessidades sociais o que realmente está na cabeça de um burocrata. Se olharmos para a quantidade de privilégios que eles ostentam, às custas do povo, veremos que que o fim precípuo de um burocrata é a preservação do poder e a sua utilização contra as pessoas realmente produtivas na sociedade.  Fundos partidários, altos salários, moradias políticas, 600 000 cargos de confiança e um exército de servidores públicos que atuam diretamente na burocracia do Estado, sem prover qualquer bem social com o seu trabalho, ganhando uma fortuna. Esses são os privilégios que são pagos pelos impostos que pagamos. Ou melhor, que nos é tirado pela marra e pela violência.

Frase do presidente norte americano parece soar de maneira profética e atual no nosso tempo.
Frase do presidente norte americano parece soar de maneira profética e atual no nosso tempo.

Outro exemplo sobre como os governantes fazem a farra com o nosso dinheiro é  a forma como tentam se preservar no poder. É praticamente uma tradição na política brasileira os partidos, uma vez no poder, despejar vultuosos recursos  provenientes do BNDES ( ou bolsa-empresário) para as grandes empresas financiadoras de campanhas. Ou seja, o candidato que ganha a eleição torna-se um refém das corporações que o financiaram.  E isso tem um custo: os nosso impostos. Pois o BNDES, sendo estatal , se capitaliza com os tributos da população.  É a política do ”Robin Hood ao contrário”, onde o Estado tira dos mais pobres ( maioria) e dá aos mais ricos (minoria) . E se falta dinheiro em caixa, o Governo aumenta os impostos, alegando visar os interesses dos que dependem dos serviços públicos. Para efeitos de comparação, o empresário Eike Batista pegou emprestado do BNDES, em 8 anos, algo em torno de 10,4 bilhões, enquanto que o Bolsa família custa ao ano 25 bilhões. Poré, o Grupo EBX , neste mesmo intervalo de tempo, pagou por ano 600 milhões de impostos. Ou seja, isso mostra que o empresário praticamente não pagou impostos, pois resgatou a quantia que recolheu para o Estado no empréstimo que não foi pago.

Se somarmos as quantias destinadas  pelo  banco estatal para outras corporações, não precisamos ir mais longe para saber  que os Governos, e muito menos o do PT,  não estão preocupados com a ascensão social dos mais pobres. O efeito imediato disso é a precariedade inevitável dos serviços públicos essenciais.     Remunera- se mal um policial, mas um conselheiro de uma empresa estatal ganha 3 vezes mais por cada reunião da qual participa (CET , por exemplo). Faltam médicos em periferia, mas um único vereador tem à sua disposição mais de 20 assessores. Isso sem falar que existem , em todo o Brasil, 600 000 cargos de confiança ( pessoas não concursadas). Todos bancados com o suor do trabalhador. A pergunta que deveria ser feita pelas pessoas não é o que o Governo irá fazer com essa montanha de dinheiro. Deveriam fazer a seguinte pergunta: ” Porque não devolver ao contribuinte aquilo que ele gastaria consigo mesmo”?  Por isso, meu lema tem sido este: sonegar não é crime, mas um ato de legítima defesa! Lute contra os impostos.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s