PELO FIM DO IPTU

Recentemente, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, instituiu aumento do IPTU para 30%, sob o pretexto de cobrir parte do rombo do subsídio destinado às empresas que fornecem transporte para a cidade, e com isso, manter a passagem no valor de 3 reais, uma demanda emergida das manifestações de Junho de 2013. No entanto, todo e qualquer aumento de tributos soa como uma medida impopular.E quando se trata de tributos que incidem sobre a propriedade privada, tais impostos são e devem ser considerados um assalto a mão armada, pois tendem a encarecer o acesso a estes bens,ao mesmo tempo em que penaliza as famílias de renda mais baixa.

O prefeito , munido de retórica marxista sobre ”luta de classes”, justificou o aumento afirmando que isso se tratava de ”justiça fiscal”, ou seja, quem tem mais , paga mais, ignorando o peso do reajuste tributário sobre os mais pobres, não levando em conta que parte da massa trabalhadora vive no aluguel, sem ao menos discutir com a população o reajuste do imposto. Essa benécia atenderá apenas e unicamente às empresas de transporte que manterão seus lucros gordos e seguros, à revelia de toda a população que depende deste serviço todos os dias. Ou seja , em um governo petista, para uma empresa não quebrar ( principalmente àquelas associadas ao partido), toda a sociedade deve arcar com o prejuízo, de modo que os lucros destas empresas continuam sendo um segredo de Estado.

Esta medida soa impopular ainda quando lembramos que, quando o prefeito, então candidato ano passado, prometeu não mexer no IPTU ao ser questionado a respeito da manutenção do subsídio destinado às empresas de ônibus. Este subsídio, que gira em torno de 600 milhões de reais, que são enviados às empresas com o intuito de manter a tarifa fixa quando utilizados para bancar parte dos custos do serviço , saltaria para 1,6 bilhão de reais caso fosse aprovado o reajuste do IPTU, que acabou barrado pelo STF. Uma quantidade monstruosa que sairia do bolso do contribuinte, este que está saturado de pagar tantos impostos em relação a tudo que consome e aos serviços que utilza.

No entanto, algo chama a atenção: não houve nenhum tipo de reação contra este reajuste com a mesma magnitude das manifestações de junho. Provavelmente, muitas pessoas estão acostumadas a crer no discurso estatal de que, quando algo vai errado, o Governo precisa arrancar mais dinheiro das pessoas, com isso financiando a incompetência administrativa do partido que está no poder. Poupar, reduzir a máquina pública, reduzir impostos, reduzir cargos de confiança com altos salários? Isso não existe na lógica de um burocrata vagabundo que ganha a vida enfiando a mão no bolso de quem produz riqueza e ganha a vida de forma honesta. E quando se trata de uma administração petista, quanto mais aumentar o Estado, melhor. Quanto mais dificultar a vidas das pessoas que batalham dia após dia, melhor para quem está no poder. E se a popularidade do prefeito de São Paulo estiver em risco, é só utilizar a receita que o PT usa há anos : POR OS POBRES CONTRA A CLASSE MÉDIA!

Em se tratando de impostos , não cabe a retórica marxista, pois aumentos abusivos impactam a vida de todos,reduzindo o poder de compra dos mais pobres. todo e qualquer discurso, ainda que seja usado com viés de justiça social, feito com o intuito de justificar o assalto tributário a mão armada, visa apenas engordar o caixa do Estado, fortalecendo a máquina e enfraquecendo a capacidade de geração de riqueza de todos. Tal afronta fiscal demanda um movimento de rua já.

Anderson Pimentel Damian

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