O EXTREMISMO ISRAELENSE

O presidente da autoridade palestina, Mahmoud Abbas, discursa em defesa da situação dos civis da Faixa de Gaza, denunciando a agressão israelense

Israel mostra mais uma vez que não respeita direitos individuais e não parou de adotar ações discriminatórias  e perseguições contra os palestinos. Sob a a alegação de que 3 jovens foram sequestrados,o Governo israelense efetuou mais de 240 prisões arbitrárias contra os palestinos que vivem na cidade de Hebron. O exército israelense não esteve munido de nenhum respaldo legal que sustentasse as prisões, como é de costume.Dentre os detidos, alguns  são ligados ao Hamas,facção paramilitar de orientação islâmica. Durante as buscas, 7 pessoas morreram devido à ação dos militares.


Vídeo mostra cobertura sobre a morte de um jovem palestino na Cisjordânia, vítima a ação de soldados israelenses

O sequestro dos 3 jovens acontece em um momento  de retomada das negociações de paz entre Israel e a Autoridade Palestina, ao mesmo tempo em que as facções HAMAS e FATAH (ligada ao presidente Mahmoud Abbas) uniram forças em prol de dar andamento em tais negociações.  Muitos acreditam que o desaparecimento dos jovens pode ser usado pelo Governo de Israel para não dar andamento às negociações de paz.

O primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, munido de retórica belicista, justifica os crimes de Estado e as prisões arbitrárias alegando que Israel estaria sob ”ameaça”. Este discurso é recorrente e não faz sentido, pois não há nada que associe o Hamas ao desaparecimento dos meninos.

No entanto, tal atitude do premiê visa desviar o foco da negociação de paz entre ambos os lados, ao usar o desaparecimento dos jovens como justificativa do boicote não declarado. Na história do conflito entre a Faixa de Gaza e Israel ocorreram inúmeros boycotes para impedir o Reconhecimento de um Estado palestino.

E qual seria os reais interesses por detrás do discurso dissimulado? Não devolver os assentamentos ocupados por Israel na Cisjordânia, que só tem se expandido ao longo dos anos, e cuja jurisdição está além das fronteiras de Israel, ou seja, o território não pertence ao país. Tal ação é considerada um crime segundo a ONU. A devolução de parte da Cisjordânia ocupada por colonos israelenses é uma condição imposta pelo presidente da Autoridade Palestina, Mahmmoud Abbas. A Cisjordânia está ocupada por Israel desde 1967.

Além da higienização étnica feita pelo Governo sionista, as expansões dos assentamentos israelenses visa obstruir a possibilidade de um futuro Estado palestino.Isso explica a resistência que o primeiro ministro israelense impele para não ceder à concessões, que são necessárias para a manutenção da paz na região.

E para não perder a velha mania de se posar de vítima, o Governo israelense divide o mundo entre judeus e ” terroristas” . Quem é contra a expansão dos assentamentos é acusado de apoiar grupos terroristas. É A retórica do terrorismo, já muito conhecida. É a mesma que foi utilizada para tambem justificar a invasão às propriedades e domicílios de famílias de palestinos .Na cidade de Hebron moram 200 000 palestinos. Segundo o porta voz do Exército de Israel, Peter Lenner, 800 casa foram invadidas. Tais fatos mostram que a democracia israelense é um mito .

Foto de uma das casas invadidas.

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