EM DEFESA DAS ARMAS

Apesar dos altos índices de criminalidade que deixam a sociedade em estado de pânico e com expectativa de que sempre o pior venha a acontecer, ainda paira no senso comum a ideia de que o Estado é quem deve arcar com a responsabilidade da segurança pública, que o cidadão não deve assumir tal iniciativa, nem se for para proteger a si próprio. quem deve entrar em cena, segundo os esquerdistas, é o Estado supostamente “onipresente”, que monopolizou o uso da violência sob o pretexto de garantir tal façanha.

No entanto, o termo “público” soa um tanto quanto vago e genérico, pois não identifica quais pessoas seriam as contempladas com a pretensa ação estatal e nem quais são as prioridades que precisariam ser levadas em conta no exercício da força para combater o crime.  Como efeito imediato do uso exclusivo da força e das armas pelas mãos do Estado, os indivíduos ficam de mãos atadas e cada vez mais vulneráveis à ofensiva do crime organizado.

Para piorar a situação, o atual estatuto do desarmamento praticamente ampliou ainda mais as restrições de se obter  o porte e a posse de armas de fogo. Ao  pleitear a autorização pelo porte, o indivíduo dever arcar com uma série de exigências supostamente legais, e a dificuldade em cumprí-las é tamanha que torna praticamente impossível a formalização legal do porte.

E qual é o discurso do Governo para restringir o porte? O de que os cidadãos de bem são provavelmente incapazes de portarem com destreza uma arma para se defenderem, tampouco usá-las “corretamente” em situações de emergência. Tal discurso tende a estimular uma sociedade cada vez mais passiva e dependente de um Estado paternalista que tenta encarar a sociedade como uma bando de pessoas que não são capazes e aptas para cuidarem de suas vidas.

Se o Estado proíbe uma mulher de possiur uma arma para defesa, quem irá protegê-la no momento em que esta sofrer uma tentativa de estupro? Se um pai de família, trabalhador e cidadão não dispor de uma arma de fogo para proteger seus entes queridos e sua propriedade, o santo sacro Estado estará lá para evitar a investida dos criminosos? Os fatos mostram que não, como também mostram que o cidadão, uma vez desarmado e despreparado para enfrentar o pior (até porque o bandido não avisa quando chega), a retirada, pelas mãos do Estado, da possibilidade da população se armar só cria cada vez mais incentivo para o criminoso continuar a roubar, matar e invadir casas, sem a preocupação de que irá em cana, pois o Estado (este anjo “vingador”) só chega atrasado, frustrando as expectativas de quem alimenta uma devoção quase que religiosa por esta entidade de viés totalitário.

O grande erro cometido pelo Estado e por quem o defende é o de achar que, para lutar contra o crime, o grande LEVIATÃ simplesmente deve caçar os direitos individuais das pessoas, dentre os quais, o legítimo direito à defesa pessoal. Por mais que isso pareça “politicamente correto”, nossa realidade não nos permite achar que uma passeata com pessoas vestidas de branco será suficiente para diminuir os caso de homicídio, roubos, estupros e latrocínios. Tampouco, devemos achar certo que apenas a polícia deva exercer tal uso de maneira exclusiva. Esta nunca estará em todos os lugares ao mesmo tempo. Isso é fato.

O outro grande erro é o fato do Estado se preocupar em desarmar o cidadão de bem, e não ter a mesma iniciativa contra os criminosos.

Segundo estudos do Bene Barbosa, presidente da ong MOVIMENTO VIVA BRASIL, o desarmamento sequer tem relação proporcional com a queda dos homicídios. É exatamente o contrário. Quanto menos protegida estiver a sociedade, maiores serão  a quantidade de  crimes cometidos, pois o bandido não tem a expectativa de trocar tiro com sua vítima. Tendo a certeza de que o
crime compensa, pois o Estado desarmou as pessoas que precisam
reagir contra a sua investida em situações de emergência

Devemos lutar contra a mentalidade estatista de depositar nossas esperanças em uma entidade abstrata chamada Estado e passarmos a assumir nosso dever como homens livres. Uma outra lição que deve ser tomada é a de que, quando o Estado desarma a população, este divide com o bandido o monopólio da violência Ficar inerte a esta realidade é um suicídio coletivo na certa.

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